Terça, 28 de Setembro de 2021
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Internacional PRESERVAÇÃO

Congresso Mundial da Natureza pressiona Brasil e cobra preservação da Amazônia

Encontro mais importante para o debate sobre o estado da biodiversidade no planeta, o ocorre a cada quatro anos

12/09/2021 12h06 Atualizada há 2 semanas
Por: Renato Ilha Fonte: UICN
Fundada em 1948, a UICN congrega Estados, ONG's e povos indígenas
Fundada em 1948, a UICN congrega Estados, ONG's e povos indígenas

Em meio às previsões climáticas, o Congresso Mundial da Natureza pressiona o Brasil a preservar a Amazônia, lar de uma fauna inigualável no mundo. Embora o Ministério do Meio Ambiente, entretanto, não enviou representantes para o evento, um diplomata da embaixada brasileira na capital francesa acompanhou o congresso, realizado entre os dias 3 e 10 de setembro, em Marselha, no sul da França. Historicamente, o governo brasileiro participava dos encontros, sem assumir-se como membro da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). O governo atual decidiu ignorar esse congresso.

Encontro mais importante para o debate sobre o estado da biodiversidade no planeta, o enclave ocorre a cada quatro anos e estava previsto para 2020, mas foi adiado por conta da pandemia de coronavírus. Embora as resoluções não tenham caráter juridicamente vinculantes, mas servem para orientar as políticas ambientais. Com a ausência de vários membros, devido à crise sanitária, alguns participantes solicitaram, em caráter de emergência, uma votação online. Esta modalidade não era prevista nos estatutos da UICN.

Oriundos de 160 países, os membros do IUCN deliberam sobre como evitar um declínio ainda maior da biodiversidade mundial. Um relatório divulgado esta semana pela instituição demonstrou que 28% das espécies catalogadas correm risco de extinção. Temas como o uso de agrotóxicos, a poluição de plásticos nos oceanos e a degradação dos solos pela agricultura são amplamente abordados, e resultarão em uma série de recomendações, ao final do evento.

Fundada em 1948, a UICN é uma organização pouco comum, que integra, em pé de igualdade, Estados, ONGs e, agora, povos indígenas.

RECONHECIMENTO DE INDÍGENAS

Nove países e territórios compartilham a bacia amazônica, considerada uma das áreas do planeta com maior biodiversidade. Respondendo à pressão crescente de organizações ambientais, é a primeira vez em mais de 50 anos que os povos indígenas são reconhecidos como grupo integrante da entidade, depois de terem participado durante décadas como organizações não governamentais.

Aprovada por unanimidade, a moção apresentada por grupos indígenas sobre a região foi seguida por uma salva de palmas dos participantes, conforme transmissão ao vivo do evento. Na discussão final, seus votos foram somados aos das ONGs participantes.

Na moção sobre a Amazônia, a UICN lamenta "a morte de milhares de indígenas e de seus líderes na região durante a pandemia, assim como a dos defensores assassinados deliberadamente, enquanto protegiam seus territórios". O texto lembra ainda que, em 2020, a floresta perdeu pelo menos 2,3 milhões de hectares, devido ao desmatamento, "o que significa um aumento de 17% em relação a 2019".

“DESMATAMENTO IMPORTADO”

Ao discursar na cerimônia de abertura, o presidente francês, Emmanuel Macron, ressaltou a determinação de Paris em encerrar o chamado desmatamento importado, que acontece quando a compra de produtos agrícolas por um país gera devastação no país produtor e exportador.

“A França foi um dos primeiros países a propor uma estratégia de combate ao desmatamento importado. Ela se tornou lei e queremos acelerar para que, em nível europeu, tenhamos uma estratégia clara e forte contra o desmatamento importado”. Significa não comprar mais soja ou proteínas quando elas levam ao desmatamento, especialmente na Amazônia”, esclareceu o mandatário francês.

O presidente francês reafirmou a posição francesa de não aceitar o acordo comercial assinado entre a União Europeia e o Mercosul em virtude de questões ambientais. O tratado pretende livrar de taxas as importações do Brasil, compostas essencialmente por matérias-primas, mas cuja procedência é cada vez mais questionada pelos europeus, inclusive as multinacionais. Macron tem insistido na ideia de soberania proteica da França, outro tópico que ele destacou no congresso da União Internacional pela Conservação da Natureza.

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