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Economia CONFLAGRAÇÃO

Mercado reagiu mal ao discurso de Bolsonaro no 7 de Setembro

Bolsa despenca e dólar supera R$ 5,30, com tensão política após atos do 7 de Setembro

08/09/2021 19h15 Atualizada há 3 meses
Por: Renato Ilha Fonte: Agência Senado
Multidão de apoiadores ouviu o Presidente da República
Multidão de apoiadores ouviu o Presidente da República

O conflito entre os Poderes da República foi a marca dos atos do 7 de Setembro convocados em apoio ao presidente Jair Bolsonaro, quando foram renovados os ataques que vem sendo feitos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao sistema eleitoral. A Bolsa refletiu o clima de tensão: no dia seguinte às manifestações, o Pregão desabou e registrava queda de 3,64%, por volta das 16h25. O dólar operava com alta de 2,69%, negociado aos R$ 5,3152. Com a escalada da crise política no país, as empresas de capital aberto da bolsa de valores brasileira, a B3, perderam R$ 195,3 bilhões em valor de mercado no dia 8 de setembro, de acordo com levantamento realizado pela provedora de informações financeiras Economática.

O tom desafiador das manifestações e o tom do discurso de Bolsonaro, que atacou o Supremo Tribunal Federal e afirmou que não cumprirá as decisões da Suprema Corte pode dificultar a aprovação de reformas e para uma solução para os precatórios, com implicações diretas sobre o Orçamento.

Na reação dos outros Poderes, a reprovação às palavras ofensivas do Presidente da República contra as instituições. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em pronunciamento de 08/09, afirmou que a Constituição "jamais será rasgada" e não há mais “espaço para radicalismo e excessos”.

DIFICULDADES FUTURAS

O agravamento do diálogo entre as instituições é prejudicial ao mercado e ao país, num momento em que estão na mesa pautas tão importantes para a economia. Na tarde do dia seguinte aos atos o real era a moeda que mais se desvalorizava no mundo e os juros futuros subiam, o que sinaliza mais dificuldade para a economia no horizonte.

Lira pediu “um basta” à escalada da crise entre Poderes e se ofereceu para mediar o conflito entre Executivo e Judiciário.  O presidente da Câmara indicou que o futuro será decidido nas eleições de 2022. Ultimamente, as declarações do presidente da Câmara procuravam apaziguar os ânimos do mercado financeiro, ressaltando o respeito a responsabilidade fiscal durante a votação de pautas econômicas na Câmara.

AMEAÇA DE IMPEACHMENT

Em tom mais duro, Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) alertou sobre o desrespeito às ordens judiciais do Supremo e deixou claro que, caso de fato desrespeite ordem judicial do tribunal, seja de qual for o ministro, Bolsonaro vai incorrer em crime de responsabilidade, o que pode resultar na abertura um pedido de impeachment.

Fux conclamou o governo federal e os demais governantes do país a se dedicarem a “problemas reais” como a pandemia de covid-19, o desemprego, a inflação e a crise hídrica. O ministro manifestou-se em resposta às passeatas de 7 de setembro e às falas contra a democracia dos participantes e do presidente da República, Jair Bolsonaro. Fux também garantiu que o STF não será fechado.

O fato é que após assistir à mobilização de milhões de pessoas nas principais cidades brasileiras no 7 de Setembro, o país amanheceu com os mesmos problemas, que esperam resposta há anos. Com a conflagração entre os Poderes da República e com menor segurança jurídica, dólar, juros e Bolsa estão mostrando que além dos problemas estruturais, ainda podemos afastar potenciais investidores, sejam estrangeiros ou nacionais.

Renato Ilha, jornalista (Fenaj 10.300)

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