Sábado, 31 de Julho de 2021
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Justiça MEDIAÇÃO

Atuar na mediação pode ser uma alternativa para a crise na advocacia

“A advocacia está em crise!”. Quantas vezes esta frase foi dita e ouvida nos últimos anos?!?! Do auge à queda, tendo o momento pandêmico da Covid-19 a oportunidade de sua redenção: apresentar soluções eficientes e eficazes para os conflitos.

18/06/2021 14h46 Atualizada há 1 mês
Por: Renato Ilha Fonte: Advogada Veridiana Martins
Veridiana Martins é Mediadora cadastrada no CNJ
Veridiana Martins é Mediadora cadastrada no CNJ

Muitos, senão todos os setores da economia, vêm sofrendo gravemente em virtude da COVID-19, que refletiu negativamente nas relações negociais e econômicas, levando a um aumento sem precedentes de conflitos jurídicos e sociais e como consequência um aumento brutal do número de processos judiciais.

O cenário estabelecido exige uma mudança de mentalidade e comportamento dos advogados, pois a situação imposta coloca a advocacia litigiosa em quarentena.

Ora, a pandemia impôs restrições inclusive à atuação do Poder Judiciário que está com sua capacidade de atuação ainda mais reduzida, lembrando que já era precária e não comportava o incremento paulatino de processos judiciais que lhe batiam às portas diariamente.

Diante dessas circunstâncias adversariais, cabe aos advogados buscar um diferencial competitivo através de uma visão estratégica para encontrar a abordagem mais adequada para resolver os problemas de seus clientes e, na medida do possível, no âmbito privado, como efeito colateral, contribuir para a sustentabilidade do Poder Judiciário.

Métodos autocompositivos, como a mediação, tem se mostrado uma maneira extremamente eficiente de solução de controvérsias.

Dentre as tantas vantagens da mediação podemos citar: ser mais rápida que o processo judicial, ser mais barata que o processo judicial, ser um procedimento confidencial, não criar precedentes ou jurisprudência, manter controle sobre o procedimento e seu resultado, ter um resultado final customizado à realidade do cliente e, não menos importante, a manutenção dos relacionamentos.

A mediação tem se mostrado como uma nova realidade de atuação jurídica, um novo ramo de atuação para os advogados.

E o que é preciso para um advogado atuar com excelência na mediação?

Atuar com mediação exige um conhecimento multidisciplinar, que vai desde o conhecimento jurídico ao desenvolvimento de algumas habilidades.

Quanto ao conhecimento jurídico podemos começar estudando a própria Lei da Mediação (Lei nº 13.140/15). Isso dará segurança ao advogado em usar a mediação, explorando todas as possibilidades estratégicas dentro de sua advocacia.

Habilidades comunicativas e negociais também são importantes. Estudar, por exemplo, Comunicação Não-Violenta e o método Harvard de negociação, lhe trará uma compreensão do fator humano e relacional de mediação, conhecimento indispensável para a aplicação da prática autocompositiva.

Atuar na mediação exige desde a estratégia na escolha da mediação, como na preparação para o procedimento e atuação durante o procedimento. Não pretendemos efetivamente que as coisas mudem se sempre fizermos o mesmo. É na angústia da crise que nascem as grandes estratégias. 

Veridiana Martins é Advogada e Mediadora cadastrada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) 

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