Quarta, 23 de Junho de 2021
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Política REELEIÇÃO

Eleições: você concorda com a Reeleição?

Todo governo e seus apoiadores no poder têm, como principal objetivo, continuar no poder por, pelo menos, outro mandato.

14/05/2021 11h12 Atualizada há 3 semanas
Por: Renato Ilha Fonte: Consultor Paulo Mendes
Paulo Mendes é especialista em Regulação e Vigilância Sanitária
Paulo Mendes é especialista em Regulação e Vigilância Sanitária

O Brasil já viveu diversos regimes e formas políticas. Cabe aqui destacar a transição realizada em 04/06/1997, através da Emenda Constitucional Nº 16, que determina que a duração do mandato dos executivos das esferas federal, estadual ou municipal, que era de 5 anos de governo, desde o fim do período militar, em 1985, passará a ser de 4 anos, porém com a possibilidade de Reeleição. Isso foi trabalhado durante o mandato do Presidente Fernando Henrique Cardoso que, por sinal, foi reeleito. Seu mandato deveria ser de 5 anos, de janeiro de 1995 a janeiro de 2000. Porém em 1997, apresentou a citada Proposta de Emenda Constitucional e, assim conseguiu a reeleição, tendo concluído seu segundo mandato em janeiro de 2003.

Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária, Paulo Mendes entende que, normalmente, um governante faz TUDO para se manter no Poder. Com isso, toda a base política, os “acertos” políticos garante mais 4 anos. Desde então, temos visto assim: FHC de 1995 à 2003, LULA, de 2003 à 2011. Então o seu Partido, preparou a sua sucessão para a então Chefe da Casa Civil, que veio a ser a eleita Presidente DILMA ROUSSEF.

Sem entrar no mérito se foram governos bons ou não. Simplesmente, o fato que precisa ser destacado é que TODO GOVERNO E SEUS APOIADORES NO PODER TÊM, COMO PRINCIPAL OBJETIVO, CONTINUAR NO PODER POR, PELO MENOS, OUTRO MANDATO.

No caso do Partido dos Trabalhadores, após dois mandatos sob o Presidente Lula, o país vivia um momento econômico e social positivo, assim conseguindo eleger sua sucessora. Porém, apesar de bem-intencionada, a Presidente Dilma Roussef não demonstrou grande experiência política ou capacidade de articulação, além isso, aquele período de crescimento global havia se encerrado, a economia deixou de crescer, aumentaram muito as denúncias de mazelas.

PERDA DE HEGEMONIA

Infelizmente, os primeiros 4 anos de governo, com fragilidades de apoio e trato político, foi novamente indicada pelo Partido para novo mandato. Porém, havia alta rejeição à sua forma de gerir, junto boa parte das instituições políticas e econômicas. A meu ver, o PT deveria ter escolhido outro candidato para esse novo mandato. Muitas importantes lideranças poderiam ter sido indicadas. Porém, ao apoiar a reeleição da Presidente Dilma Roussef, o partido de Lula começou a perder a hegemonia política no país. Aí veio o famoso trauma do “Impeachment”.

Na visão de Paulo Mendes, Consultor e Especialista em Regulação, esse processo de reeleição é negativo para a Sociedade brasileira. Exatamente pela inesgotável luta pelo Poder.

Ele é contrário à reeleição e defende a volta do mandato para os Executivos de âmbito Federal, Estadual e Municipal, para o mandato de cinco anos, sem possibilidade de reeleição do mandatário. É a prática da Democracia e a capacidade da Sociedade se fazer representar. A recondução do mesmo político costuma gerar corrupção, maus hábitos e a repetição de fatos nada saudáveis. Por outro lado, o partido no Poder, pode indicar outro nome, sem repetir o mandatário anterior.

ATUAL GOVERNO - Sobre o governo do Presidente Jair Bolsonaro, Paulo Mendes observa não haver clareza com relação um planejamento prévio de governo. “O que se constata é que o conhecimento do Chefe do Executivo está voltado às práticas militares e, por ser corporativista, voltou sua atuação, em cerca de 30 anos, como deputado federal, para projetos voltados exclusivamente para a classe militar”, assinala.

POTENCIAL BRASILEIRO

“Eu estava no Brasil durante a campanha eleitoral de 2018 e ouvi Bolsonaro falando nas redes sociais e veículos sobre o fato de o Brasil ser um país detentor de metais raros e preciosos, como lítio e nióbio. Ao deter reservas desses elementos, o Brasil poderia ter grandeza semelhante à da China, por possuir mais recursos naturais e maior proporção de população educada. Porém, tais reservas não estão sendo priorizadas e exploradas, além do que muitas dessas reservas estão em poder empresas com capital estrangeiro”, lamenta Paulo Mendes.

Para reforçar sua linha de pensamento, o Especialista em Regulação citou lançamento do primeiro satélite brasileiro, posto em órbita nas primeiras horas de 28 de fevereiro. Mas um aspecto gerou dúvida entre os brasileiros: porque o lançamento aconteceu na ilha de Sriharikota, na Índia, e não na Base de Altamira, no Pará, situada em posição próxima à Linha do Equador, uma linha imaginária que divide o globo terrestre em dois hemisférios: Sul e Norte. Nessa linha está o ponto de rotação que proporciona o lançamento mais veloz e menor custo da Terra, o que faz com que os foguetes que carregam os satélites ganhem um impulso extra, economizando combustível.

Mendes cita a Estação da NASA, em Cabo Canaveral, onde está instalada uma base de lançamento de foguetes dos Estados Unidos, localizada na Flórida, estado norte-americano mais próximo à Linha do Equador. Para ele, o Brasil precisa decolar e tornar verdade seu potencial de grande nação.

Renato Ilha, jornalista (Fenaj 10.300)

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