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Reeleito presidente do Brasil, Lula fala em conciliação: "o país é um só"

Conforme o TSE, Lula ganhou em 13 estados e Bolsonaro em outros 13

31/10/2022 às 10h08 Atualizada em 31/10/2022 às 10h48
Por: Renato Ilha Fonte: TSE
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Lula enfrentou 580 dias de cárcere e foi impedido de concorrer às eleições de 2018
Lula enfrentou 580 dias de cárcere e foi impedido de concorrer às eleições de 2018

Luiz Inácio Lula da Silva é o primeiro ex-presidente brasileiro a ser eleito para exercer um novo mandato. Com 100%das urnas apuradas, o candidato do PT recebeu 60.345.999 milhões votos (50,9%), enquanto Jair Bolsonaro (PL), o atual ocupante do Planalto, obteve 58.206.354 (49,1%). Brancos e nulos alcançaram a marca de 5.700.443 e a abstenção chegou a 32.200.558, representando 20,59%.

No primeiro turno, realizado no dia 2 de outubro, Lula obteve 57,2 milhões de votos, o que corresponde a 48,43% do eleitorado. Bolsonaro foi o primeiro candidato à reeleição a não liderar a votação no primeiro turno.  A partir de então, a campanha do petista trabalhou para fechar apoios entre ex-presidentes, outros candidatos e governadores. 

Entre o primeiro e segundo turnos, os eleitores também assistiram aos debates presidenciais, que foram marcados pela desinformação e ataques.  Jair Bolsonaro (PL) inviabilizou a troca de ideias no primeiro bloco do debate da TV Globo, na noite de 28/10. Nervoso, Bolsonaro tentou forçar a versão de que fortaleceria o salário-mínimo, contrariando a informação dada por seu ministro da Economia, Paulo Guedes, que previa a desindexação do benefício da inflação. 

TRAJETÓRIA ESPINHOSA 

Após uma condenação judicial em processos viciados por ilegalidades e conduzidos por um juiz considerado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Lula enfrentou 580 dias de cárcere e foi impedido de concorrer às eleições de 2018, quando liderava as pesquisas de intenção de voto.

Após se tornar elegível em decisão da Corte em abril de 2021, o ex-presidente iniciou sua jornada para voltar à Presidência da República em uma quadra da história na qual o próprio arranjo democrático do país estava em risco.

Consciente de que para vencer a ultradireita era preciso agregar aliados do centro, Lula convidou Geraldo Alckmin para ser o vice de sua chapa. O ex-governador de São Paulo e um dos fundadores do PSDB, que hoje está no PSB, para viabilizar a campanha com estabilidade, em meio a um conturbado cenário político.

DISPUTA ACIRRADA NOS ESTADOS

De acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula ganhou em 13 estados: Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Bahia, Piauí, Maranhão, Paraíba, Sergipe, Rio Grande do Norte, Pará, Tocantins, Amazonas e Alagoas.

Já Bolsonaro venceu em outros 13 estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Roraima, Rondônia, Acre, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e Goiás. O presidente também superou Lula no Distrito Federal.

ABSTENÇÃO ELEVADA

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu a totalização de todos os votos do segundo turno das Eleições Gerais 2022 às 00h18 de 31 de outubro. Do total de 156.454.011 eleitores aptos a votar, 124.252.796 compareceram às urnas, número equivalente a 79,41%. Os votos válidos totalizaram 118.552.353. A abstenção alcançou 32.200.558, representando 20,59%. Os votos nulos foram 3.930.765, o que corresponde a 3,16% do total de votos. Já os votos em branco somaram 1.769.678 (1,43%). No total, foram apuradas 472.075 seções eleitorais, a última delas no Amazonas.

Em 12 estados do país, a definição do novo governador também ficou para o segundo turno. Além disso, oito municípios também realizaram eleições suplementares para prefeito, convocadas porque candidatos eleitos no pleito municipal de 2020 tiveram o mandato ou o registro cassado pela Justiça Eleitoral. 

CASOS DE POLÍCIA

Além da prisão determinada por medida do STF, Roberto Jefferson também teve uma nova prisão em flagrante determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, por suspeita de tentativa de homicídio dos dois policiais federais como reação à ordem de prisão anterior. No episódio, dois policiais foram feridos por estilhaços de granadas jogadas pelo ex-deputado contra os agentes. 

ARMA NA MÃO - A deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PL) sacou uma arma e apontou para um homem no meio da rua nos Jardins, área nobre de São Paulo, na tarde de 29/10, na véspera das eleições. Empunhando uma pistola, ela atravessou a alameda Lorena, perto do cruzamento com rua Joaquim Eugênio de Lima, e seguiu em direção ao bar onde o homem havia entrado.

Para Tânia Oliveira, coordenadora da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), afirma que Zambelli pode ter sua candidatura cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por descumprir a Resolução 23.669/2021, caso seu registro de arma seja de colecionadores, atiradores e caçadores (CACs). A resolução proíbe o transporte de armas e munições no dia das eleições, nas 24 horas que antecedem o pleito e nas 24 horas que o sucedem, para CACs. “Por motivo superveniente, Zabelli pode ter a candidatura deste ano cassada pelo TSE, caso seja CACs”, afirma Oliveira.

Renato Ilha, jornalista (Fenaj 10.300)

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